Postado por Marcos Assis | | Posted On sábado, 1 de agosto de 2009 at 02:45



Artista - Slayer

Álbum - Seasons In The Abyss
Ano de lançamento - 1990

Reis do thrash metal, o Slayer é uma das mais importantes bandas do heavy metal mundial há quase três décadas.
Formada em 1981, na cidade de Los Angeles, pelo baixista Tom Araya e o guitarrista Kerry King, a banda conta também com o fantástico baterista Dave Lombardo e o guitarrista Jeff Hanneman.
Seasons in the Abyss, lançado em 1990, é o álbum onde a banda encontra a mistura ideal de peso, agressividade e melodia.
Os trabalhos são iniciados com War Essemble, com um riff pesado e rápido introduzindo a bateria “bate estaca”. A música que dá título ao álbum é fantástica, mesclando um riff, que é executado uma vez por cada guitarrista, e um dedilhado com nuances orientais. O clip da música foi gravado em Israel, no deserto, com camelos e tribos nômades. Criando um clima caótico, as imagens casam perfeitamente com a música. “Feche seus olhos, olhe profundamente em sua alma. Saia de si mesmo e deixe sua mente vagar. Olhos gélidos encaram no fundo de sua mente enquanto você morre” canta Araya. Skeletons Of Society, Dead Skin Mask, Blood Red e Spirit In Black são outros destaques do CD.
Um show do Slayer não tem papo, é pauleira do início ao fim. O único momento em que Araya se dirige ao público é na introdução da fantástica Dead Skin Mask, em que grita pausadamente o refrão da música, acompanhado pelo público: “Dance with the dead in my dreams. Listen to their hallowed screams. The dead have taken my soul. Temptations lost all control. Dead skin mask!”. A música fala sobre Ed Gein, notório serial killer americano que matava suas vítimas e depois retirava a pele e órgãos dos corpos. Ele dizia que ouvia sua mãe, já morta, ordenando que ele matasse pessoas. “Danço com os mortos em meus sonhos. Ouço seus gritos sagrados. Os mortos tomaram conta da minha alma. A tentação me fez perder o controle” canta Araya em Dead Skin Mask.
O Slayer sempre esteve envolto em polêmicas sobre suas letras que falam de guerra, satanismo e serial killers. A banda é acusada de ser “nazista” por causa da música Angel Of Death, que fala de Joseph Mengelle o “anjo da morte” alemão.
Polêmicas a parte, se você gosta ou quer se iniciar no mundo do thrash metal, beba na fonte, vá direto ao Slayer.


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Postado por Marcos Assis | | Posted On quarta-feira, 3 de junho de 2009 at 17:03


Artista – Dire Straits
Álbum – Brothers In Arms
Ano de lançamento - 1985


Brothers in Arms, lançado em 1985, fez do Dire Straits uma mega banda, tocando em estádios pelo mundo para 80.000 pessoas, em festivais como o Live Aid e o Mandela Day.
Mark Knopfler é um músico único. Não bastasse seu talento, o cara toca guitarra sem palheta, usando os dedos como se tocasse um violão clássico. Para quem não é muito habituado a instrumentos, violões clássicos possuem cordas de nylon, mais suaves e macias. Uma guitarra usa cordas de aço, tem uma tensão muito maior, mais pesada, então tocar usando somente os dedos é como jogar futebol descalço.
O maior sucesso do disco foi Money For Nothing, com a participação de Sting. A música critica a MTV da época. Knopfler canta “Olhe só esses otários, é assim que se faz. Tocar guitarra na MTV. Isso não é trabalhar, é assim que se faz. Dinheiro por nada e garotas à vontade. I want my MTV...”. Ironicamente a música, com um dos primeiros clips a fazerem sucesso no mundo, tornou a própria MTV mais conhecida. O vídeo foi feito com uma animação gráfica inovadora, para a época. Imaginem o que ele deve pensar da MTV atual, mergulhada em programas fúteis e descartáveis com música de 5º qualidade. Como diria o filósofo Luiz Witiuk, “enfim Maria Zaclis...”.
Sete das nove músicas do disco foram exaustivamente executadas nas rádios da época. So Far Away, Walk of Life,, Your Latest Trick com seu solo de sax belíssimo, Why Worry, Ride Across the River e a linda Brothers in Arms com sua guitarra calma e bem colocada dentro de uma base de teclados, fizeram deste o melhor trabalho do Dire Straits. Infelizmente a banda nunca conseguiu igualar esse momento mágico.
Seria pedir demais...


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Postado por Marcos Assis | | Posted On at 05:54


Artista – The Mission
Álbum – Gods Own Medicine
Ano de lançamento - 1986


Wayne Hussey era uma figuraça. Cabelos compridos, batom vermelho nos lábios, maquiagem deixando seu rosto inglês ainda mais claro, óculos escuros, pulseiras, colares, adereços e seu inconfundível chapéu, faziam dele um ícone “dark”. O som do Mission é cheio de atmosferas sombrias, muito delay e chorus nas guitarras, violões de 12 cordas, teclados e a voz cavernosa de Hussey falando de escuridão, terras distantes, cristais e afins.
Gods Own Medicine foi lançado em 1986 e, mesmo sendo seu disco de estréia, trazia a banda no seu ápice criativo. Ao lado do terceiro álbum, Children de 1988, é o melhor trabalho do Mission. Shows sempre lotados, turnês mundiais que passaram até pelo Brasil elevaram os ingleses ao status de grande banda nos anos 80-90.
Hussey dizia ter um repertório limitado de palavras nas suas letras, kisses, heaven, love, prayer, dance, dream estão presentes em quase todas elas, como se flutuassem permanentemente no seu imaginário.
O álbum tem vários clássicos. Wasteland com sua guitarra hipnótica fazendo um solo contínuo atrás da base e seu refrão marcante “Over this land, all over this wasteland...”, Garden Of Delight com seu arranjo sinfônico de cordas e piano, Stay With Me, um clip que fez muito sucesso na época, Sacrilege e a enigmática Severina.
O ex líder do Mission esteve em Curitiba, no ano passado, fazendo um show acústico no bar Jokers. Wayne na voz e violões, seis e doze cordas, acompanhado somente de um violoncelista.
Na última turnê da banda pelo Brasil, no ano 2000, Hussey conheceu uma brasileira, se apaixonou, se casou e foi morar em Piracicaba, interior se São Paulo. Dark, ou gótico para os mais “moderninhos”...


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Postado por Marcos Assis | | Posted On at 05:30


Artista – The Police
Álbum – Synchronicity
Ano de lançamento - 1983


O termo “power trio”, dentro do rock, significa uma reunião de 3 músicos virtuosos. O The Police foi uma das bandas que mais fizeram jus a esse termo. O baterista Stewart Copeland, o guitarrista Andy Summers e o baixista e vocalista Sting eram a união de talento e criatividade, fato raro entre grandes instrumentistas.
Synchronicity, lançado em 1983, foi o último disco lançado pelo Police. O título faz referência ao filósofo Carl Jung e suas “coincidências significativas”.
O clima entre a banda já estava conturbado. Copeland, que gravou a bateria na cozinha do estúdio, discutindo várias vezes com os outros membros da banda.
O maior clássico dabanda, ou sua música mais conhecida, está nesse álbum, a bela Every Breath You Take. King Of Pain e Wrapped Around Your Finger são músicas fantásticas, criandas sobre a guitarra hipnótica de Summers, recheda de delays e echos, e a voz característica de Sting, num tom alto e incisivo. Os três clássicos do disco foram inspiradas no fim do peimeiro casamento de Sting, e entraram no Top 10 da parada americana. Ironicamente, o álbum foi o mais vendido da carreira do Police (oito milhões de cópias só nos Estados Unidos).
A banda acabou logo depois. Sting declarou que “ a banda durou o tempo certo, mais que isso seria forçar uma química que já não existia”.


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Postado por Marcos Assis | | Posted On sábado, 9 de maio de 2009 at 10:43



Artista - The Cure
Álbum - Standing On A Beach
Ano de lançamento - 1986


Robert Smith chamaria sua atenção onde você o encontrasse.
Inglês, com pele claríssima sempre coberta com uma boa camada de maquiagem, lábios sempre com batom vermelho, olhos pintados de preto, cabelo enorme e armado, Smith faz parte da história da música com sua banda, o The Cure desde o final dos anos 70.
Surgida como uma banda pós punk, o Cure sempre teve uma sonoridade peculiar, marcante.
Standing on a Beach/Staring at the Sea, de 1986, trouxe reconhecimento mundial à banda. Apesar de ser um coletânea de singles, (músicas que antigamente eram lançadas antes dos álbums, como uma forma de despertar interesse pelo disco), foi um trabalho marcante pois fez o mundo, de certa forma, redescobrir o Cure.
Boys Don’t Cry, por exemplo, era uma boa música, lançada no álbum homônimo em 1980. Com seuo relançamento em Standing on a Beach, a música virou hino de uma geração, tocada exaustivamente até hoje em rádios de todo o mundo.
Outras fantásticas canções fazem parte desse álbum, como Killing an Arab, Charlotte Sometimes, com seu clima misterioso, The Hanging Garden, The Walk, In Between Days, The Lovecats e Close to Me.
O Cure passou por várias mudanças em sua formação, girando sempre em torno do trio Robert Smith, Laurence Tolhurst e Simon Gallup. No Brasil a banda tocou várias vezes, e possui uma grande legião de fãs.
Abanda ainda existe e lança álbuns esporadicamente, somente com Robert Smith da sua formação original. Em termos de sonoridade, um pouco daquela magia se perdeu, devido as variações na formação e também ao tempo de estrada, que acaba tornando a maioria das bandas repetitivas.
Mergulhar no passado do Cure é entrar num mundo de canções mágicas. Um som que se tornou referência para muitas bandas, como o Radiohead atualmente.
O Cure criou um estilo, definiu uma personalidade, o que fez da banda uma página obrigatória para quem quer visitar a história do rock.


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Postado por Marcos Assis | | Posted On quarta-feira, 29 de abril de 2009 at 01:57

Artista – Depeche Mode
Álbum – Violator
Ano de lançamento - 1990


O que hoje é chamado de música eletrônica, nos anos 80 era chamado de tecnopop.
Mais trabalhado, com guitarras, criatividade e músicos de verdade, não era apenas uma programação no computador feita por qualquer um, eram canções feitas por músicos, o que faz uma diferença gigantesca.
O Depeche Mode, banda inglesa formada na cidade de Essex, em 1980, é até hoje o principal grupo desse movimento.
Violator, lançado em 1990, é considerado por muitos a obra prima da banda. Não à toa, pois estão ali clássicos como Personal Jesus, Policy of Truth e a fantástica, sensacional, vou parar aqui com os adjetivos para não cansar o leitor, Enjoy the Silence.
Se você tem mais de trinta anos, ou costuma ir além do que toca nas rádios atualmente, já deve ter ouvindo essa música em algum momento de sua vida. “Tudo o que eu sempre quis, tudo o que eu sempre precisei, está aqui em meus braços, palavras são totalmente desnecessárias, elas podem só machucar”.
Dave Gahan (vocalista) e Martin L. Gore (tecladista e guitarrista) são os mentores do Depeche, criando praticamente todas as músicas.
Usando a tecnologia a favor da música, dentro de uma estrutura que tenha um acorde menor, um acorde diminuto, enfim, criado por músicos, o Depeche se mantém vivo até hoje, quase 30 anos depois de formada a banda.



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Postado por Marcos Assis | | Posted On quinta-feira, 9 de abril de 2009 at 15:31


Artista - The Jesus and Mary Chain
Álbum – Psychocandy
Ano de lançamento - 1985

Microfonia a serviço da arte. No meio musical microfonia é aquele barulho irritante que um microfone faz quando está muito alto, ou uma guitarra faz quando fica muito perto do amplificador. Desde o Velvet Underground, banda de Lou Reed e John Cale, uma banda não fazia tanto “barulho” assim.
O Jesus and Mary Chain, banda escocesa dos irmãos Jim e Willian Reid, lançou Psychocandy, seu álbum de estréia, em 1985. Era totalmente diferente de tudo que era feito na época, exceção feita talvez ao Sonic Youth, banda americana que sempre usou microfonias em suas músicas.
Just Like Honey, dá o tom do disco. Uma base melancólica dedilhada na guitarra, distorção de dois pedais Fuzz usados juntos, vocais quase chorosos, uma bela canção, uma bela e simples melodia, presente até hoje nos shows do Jesus.
Essa calmaria some no começo da segunda faixa, The Living End. Na época chamavam essa configuração de guitarras do Jesus de “parede sonora” tal a força com que entravam nas músicas. Taste of Cindy, Never Understand e a fantástica You Trip Me Up seguem a mesma linha.
Willian declarou algum tempo depois que ele e o irmão sabiam tocar apenas quatro acordes nessa época, e que aprenderam mais alguns posteriormente...
Os álbuns seguintes do Jesus flertaram com batidas mais “eletrônicas” em Automatic, com baladas ao violão em Stoned and Dethroned, mas sempre mantiveram essa chama que deu fama a banda, provando que tudo é música, até barulhos aparentemente indesejáveis como a microfonia, basta saber usar.



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